Fenômeno foi observado como era apenas alguns dias após a possível explosão e pode ajudar cientistas a entender a formação das primeiras estrelas
Por Benigna Cabral | Eixo Atual
O Telescópio Espacial James Webb pode ter registrado a explosão de uma estrela ocorrida quando o Universo tinha cerca de 1,15 bilhão de anos. O fenômeno, identificado como AT 2026abck, está entre os eventos distantes que ajudam os cientistas a investigar como eram as estrelas e as galáxias nos primeiros capítulos da história cósmica.
Segundo os pesquisadores, o brilho detectado pode ter sido provocado por uma supernova, nome dado à explosão que marca o fim da vida de algumas estrelas. A estimativa é que o fenômeno tenha sido observado como era entre quatro e dez dias depois da explosão, considerando o tempo decorrido no local do evento.
Isso não significa que a explosão tenha acontecido recentemente. A luz percorreu bilhões de anos até chegar ao telescópio. Por isso, ao observar objetos muito distantes, os astrônomos conseguem enxergar como eles eram no passado.
A possível supernova foi encontrada em uma galáxia com intensa formação de estrelas. O evento chamou a atenção por apresentar temperatura e luminosidade maiores do que as normalmente observadas em explosões semelhantes nessa fase inicial.
A pesquisa é liderada por cientistas da Universidade de Illinois Urbana-Champaign, nos Estados Unidos, e foi disponibilizada na plataforma científica arXiv. O estudo ainda não passou pela revisão de outros especialistas, etapa importante para a avaliação dos resultados. Novas observações poderão ajudar a confirmar a natureza do fenômeno.
A expectativa é que o acompanhamento do objeto contribua para compreender como estrelas massivas evoluíam e terminavam suas vidas quando o Universo era muito mais jovem.
Fontes: Estudo publicado no arXiv arxiv.org; Universo primitivo — NASA NASA Science.
Foto: reprodução da internet.