Após derrota na eleição presidencial, parlamentar pretende atuar politicamente e buscar a cassação da chapa de Lula e Alckmin
Por Benigna Cabral | Eixo Atual
26 de outubro de 2026
Depois de disputar a Presidência da República e receber quase 60 milhões de votos no segundo turno, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) se prepara para uma nova fase na vida política. Seu mandato no Senado termina em janeiro de 2027 e, pela primeira vez desde 2003, ele ficará sem mandato eletivo.
Flávio foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na votação de domingo (25). Lula recebeu 51,79% dos votos válidos, enquanto o senador obteve 48,21%. A diferença foi de mais de 4,4 milhões de votos.
Mesmo sem uma cadeira no Congresso a partir de 2027, Flávio afirmou que pretende organizar a oposição ao governo Lula e reunir deputados e senadores eleitos para definir uma estratégia política.
Do anúncio de anulação ao pedido de cassação
Na noite de domingo, após a divulgação do resultado, Flávio afirmou que não reconheceria a vitória de Lula e anunciou que pediria a anulação da eleição.
O senador questionou a decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), de prorrogar a votação até as 19h nas seções que ainda estavam abertas. Segundo ele, a medida criou condições desiguais entre os eleitores.
Nesta segunda-feira (26), porém, a assessoria de Flávio informou ao Poder360 que, até o momento, não há previsão de seguir com o pedido de anulação da votação.
Em vídeo publicado nas redes sociais, o senador disse que pretende buscar a cassação da chapa de Lula e Geraldo Alckmin (PSB) por supostos abusos de poder político e econômico durante a campanha. As alegações dependem de análise da Justiça Eleitoral.
O PL, por meio de seu presidente nacional, Valdemar Costa Neto, reconheceu o resultado proclamado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), embora tenha defendido esclarecimentos sobre os questionamentos levantados.
Atuação fora do Congresso
Flávio iniciou sua trajetória no Legislativo como deputado estadual no Rio de Janeiro, em 2003. Em 2018, foi eleito senador pelo estado para um mandato de oito anos.
Na eleição deste ano, ele concorreu à Presidência e não disputou a reeleição para o Senado. Com o encerramento do mandato em janeiro, deixará o cargo, mas poderá continuar participando da vida política e articulando a oposição.
O PL elegeu as maiores bancadas individuais da Câmara dos Deputados e do Senado para a próxima legislatura, o que dará ao partido espaço nas discussões e votações do Congresso.
Investigações e passaportes
Nesta segunda-feira, Flávio também informou que foi intimado pela Polícia Federal a entregar seus passaportes, por determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF. A decisão o proíbe de deixar o país.
Segundo reportagens publicadas nesta segunda-feira, a medida está relacionada a uma investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro. Flávio nega as acusações, afirmou que não pretendia sair do Brasil e disse que cumprirá a determinação e se defenderá judicialmente.
A tramitação das investigações após o fim do mandato dependerá das decisões judiciais aplicáveis a cada caso.
Fontes:
CNN Brasil — Flávio ficará sem mandato eletivo após 24 anos cnnbrasil.com.br
Folha de S.Paulo — PL reconhece resultado e Flávio fala em organizar oposição www1.folha.uol.com.br
Poder360 — Assessoria informa mudança na estratégia judicial www.poder360.com.br
Agência Brasil — Decisão sobre os passaportes de Flávio Bolsonaro agenciabrasil.ebc.com.br
Foto: reprodução da internet.
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